Em teoria, a taxa livre de risco de crédito, aquela que você obteria ao emprestar a alguém com capacidade praticamente garantida de pagamento.
Por que? Na dúvida de onde investir, você escolhe emprestar para esse alguém e garante seu retorno.
Mas quem seria esse alguém? Considera-se que é o governo, via Tesouro Nacional. Por que? O risco acaba sendo o risco da economia do país como um todo. Por exemplo: no limite, para alguém conseguir pagar uma dívida, esse alguém precisa continuar existindo. É mais sensato pensar que o Brasil como um país e sua economia continuem existindo para sempre ou que alguma determinada empresa do Brasil continue existindo para sempre? O Brasil como um todo, bem ou mal, possivelmente continuará existindo.
Entretanto, esse tipo de investimento ainda está sujeito a outros riscos, como o risco inflacionário. Mesmo que o governo pague a dívida, o poder de compra desse valor pode estar comprometido.
Esse risco associado à capacidade do governo de honrar suas dívidas é conhecido como risco soberano, que inclui tanto a inadimplência direta quanto a deterioração macroeconômica que afeta os pagamentos.
A taxa livre de risco é um conceito teórico mas importante e amplamente utilizado em cálculos financeiros.
No Brasil, a referência para a taxa livre de risco é a Taxa Selic, a principal taxa de juros do país, também chamada de taxa básica de juros da economia.
Quem a define a Taxa Selic é o Copom, revisando seu valor a cada 45 dias.
O Copom é um órgão vinculado ao Banco Central do Brasil (BCB), que não deve ser confundido com o Banco do Brasil (BB).
Você pode investir no Tesouro Selic, emitido pelo Tesouro Nacional, e receber a remuneração de acordo com a Taxa Selic.
Ao investir no Tesouro Selic, você está emprestando dinheiro para o governo brasileiro e incorrendo no risco soberano do país.
O Tesouro Selic remunera de acordo com a Taxa Selic, expressa como um % ao ano, de forma composta.