Ações são o tipo de ativo financeiro mais conhecido no âmbito da renda variável.
Se diz que uma empresa é "listada" quando suas ações são negociadas em uma bolsa de valores, o que significa que ela passou pelo processo de abertura de capital (Initial Public Offering – IPO).
Ações representam frações do capital social de uma empresa (ex: Petrobrás), não possuem um vencimento e são negociadas via códigos (ex: PETR3, PETR4) que representam diferentes classes de ações (ex: ordinárias, preferenciais, units, etc).
Ao comprar ações de uma empresa, você se torna acionista (sócio) da empresa. Ao vender, você deixa de ser acionista.
Cada tipo de ação de cada empresa possui um preço por ação (ex: R$10) de acordo com a negociação mais recente. Este preço muda durante o horário de negociações da B3, geralmente entre 10h e 17h de dias úteis, conforme compradores e vendedores realizam negócios. Ou seja, os preços das ações são definidos por oferta e demanda.
Por meio de plataformas digitais, compradores enviam ordens de compra especificando a quantidade e o preço desejado, enquanto vendedores apresentam ordens de venda com seus próprios parâmetros. Quando essas ordens se alinham, um negócio é realizado.
Cerca de 400 empresas têm suas ações negociadas diariamente na B3. A soma dos valores de todas as negociações de uma determinada ação ou ativo em um determinado período (ex: dia) é denominada de volume financeiro. As ações de algumas das maiores empresas listadas na B3 chegam a negociar bilhões de reais por dia, enquanto as menores negociam poucos milhares de reais ou podem nem mesmo serem negociadas em alguns dias.
Quanto maior o volume financeiro negociado, se diz que maior é a liquidez da ação. Ou seja, mais fácil é de você encontrar uma contraparte para a sua oferta de compra ou de venda e conseguir realizar negócios sem grandes distorções no preço.
Um erro comum é pensar que uma ação de R$10 é mais barata do que outra de R$20 apenas porque R$10 é menor do que R$20. Na verdade, "caro" ou "barato" dependem das perspectivas de desempenho de cada empresa, não do valor nominal da ação. É possível, por exemplo, que uma ação de R$50 seja considerada barata, enquanto outra de R$1 seja cara, dependendo dos fundamentos e do potencial de cada negócio.