O principal objetivo do Banco Central do Brasil (BCB) é manter a inflação sob controle (ao redor da meta) por meio da política monetária.
Quem define a meta para a inflação é o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN), composto pelas seguintes pessoas: Ministro da Fazenda, Ministro do Planejamento e pelo Presidente do Banco Central.
A política monetária se refere às ações do BCB que visam afetar o custo do dinheiro (taxas de juros) e a quantidade de dinheiro (condições de liquidez) na economia.
O principal instrumento da política monetária é a Taxa Selic.
Quem a define a Taxa Selic é o Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelo Presidente do BCB e oito diretores, revisando seu valor a cada 45 dias.
Conforme o site do próprio BCB: "manter a taxa de inflação baixa, estável e previsível é a melhor contribuição que a política monetária do BCB pode fazer para o crescimento econômico sustentável e a melhora nas condições de vida da população".
A dinâmica de política monetária para uma inflação acima da desejada é:
adotar uma política monetária contracionista, onde se aumentam os juros e/ou se diminui a quantidade de dinheiro na economia
desta forma, o consumo e novos projetos são desestimulados, resultando em alívio nos preços e redução da inflação
A dinâmica de política monetária para uma inflação abaixo da desejada é:
adotar uma política monetária expansionista, onde se reduzem os juros e/ou se aumenta a quantidade de dinheiro na economia
desta forma, o consumo e novos projetos são estimulados, resultando em pressão nos preços e aumento da inflação
Entretanto, lembre-se: o ambiente econômico é complexo, a taxa de juros e a quantidade de dinheiro não são os únicos fatores que afetam a inflação.
Taxa Selic vs. IPCA — Fonte: TradingViewIPCA e meta para a inflação — Fonte: Banco Central do Brasil