Avaliação de Performance: Performance Ajustada ao Risco
Mesmo que a performance relativa seja positiva, com o retorno do investimento superando o do benchmark, isso ainda não significa que o resultado tenha sido realmente bom.
Você se lembra que não devemos avaliar apenas o retorno, mas sim retorno em relação ao risco?
Imagine que você está avaliando o desempenho de um investimento ao longo de um período. Durante a maior parte desse tempo, ele sofreu fortes oscilações e teve retornos bem abaixo do benchmark. Porém, próximo ao final, ocorre uma recuperação rápida e expressiva, fazendo com que termine ligeiramente acima do benchmark.
Embora o investimento tenha superado o benchmark no resultado final, sua performance ao longo do tempo foi, na maior parte do período, insatisfatória.
Há várias formas matemáticas de avaliar a performance ajustada ao risco, mas para manter o conteúdo leve, este guia evita detalhamentos matemáticos. Em vez disso, utilizaremos métodos simples mas que oferecem uma boa noção sobre a qualidade de um desempenho.
Algumas formas simples de avaliar performance em relação ao risco:
Lembra da técnica das janelas móveis? Ela mostra como os retornos do investimento e do benchmark variam ao longo do tempo. Por exemplo: comparar o retorno de hoje com o de um ano atrás, o de ontem com o de um ano e um dia atrás, e assim por diante. Essa análise na maioria das vezes não é disponibilizada, mas se for, é muito útil para avaliar o desempenho.
Agora vamos falar sobre algo mais comum e acessível: gráficos simples comparando o desempenho do investimento com o do benchmark, a partir de uma data inicial. Como já vimos no guia, esses gráficos podem destacar períodos específicos para melhorar a aparência do investimento. Mas, com as próximas dicas, você conseguirá reduzir esse efeito e avaliar melhor a qualidade do desempenho.
Considere um histórico de desempenho de pelo menos dois anos. Períodos mais curtos normalmente não são suficientes para avaliar como o desempenho reage às mudanças no ambiente econômico.
Tenha cuidado também com períodos muito longos, como mais uma década. Nesses casos, retornos significativos ocorridos no início podem influenciar fortemente o resultado percentual acumulado, mesmo que não se repitam mais.
Dito isso, observe o gráfico e avalie com as perguntas a seguir como o desempenho relativo variou ao longo do tempo:
Quais foram as maiores quedas entre os picos e os fundos do gráfico?
O investimento e o benchmark oscilaram de forma semelhante, ou algum deles apresentou movimentos muito maiores?
Como foi o desempenho em períodos positivos? E durante períodos negativos?
Como foi a recuperação após os momentos ruins?
Ao responder essas perguntas, você naturalmente terá uma boa percepção sobre o desempenho em relação ao risco.
Por fim, lembre-se: resultados passados não garantem retornos futuros.