COE significa Certificado de Operações Estruturadas.
Os COEs são produtos financeiros montados a partir da combinação de operações com ativos e derivativos, comercializados como um único ativo, o que justifica o termo “operações estruturadas” em seu nome.
COEs podem parecer interessantes a um primeiro olhar. Entretanto, a estrutura pode compreender:
Iliquidez do valor investido.
Pouca transparência em relação às taxas embutidas. Exemplo: podem dizer que determinado COE não possui taxas quando, na verdade, taxas significativas podem estar embutidas na forma como a estrutura foi criada.
Fazer referência a valores nominais e não reais. Exemplo: se determinado índice subir, você ganha um percentual da valorização. Se o índice cair, você recebe o valor investido de volta. Interessante, certo? Entretanto, a operação tem 1 ano de duração e a inflação no período é de 5%. Isso significa que, na verdade, ao receber o valor nominal investido de volta você está perdendo poder de compra, isso sem considerar o custo de oportunidade em outros investimentos.
Questões de conversibilidade. Exemplo: você compra um COE e depois acaba com uma ação desvalorizada em mãos.
Outros riscos e complexidade de avaliação da estrutura.
A minha sugestão é que você não invista em COEs sem, no mínimo, saber avaliar a estrutura e as operações utilizadas.